A chegada da primavera traz dias mais longos, temperaturas mais agradáveis e mais contato com áreas externas. Mas, para algumas pessoas, a estação também vem acompanhada de coceira, vermelhidão e lacrimejamento nos olhos.
Se você percebe que esses sintomas aparecem ou se intensificam nessa época do ano, pode existir uma relação com a conjuntivite alérgica.
O que é a conjuntivite alérgica?
A conjuntivite alérgica é uma reação inflamatória da conjuntiva, a membrana que reveste a parte branca dos olhos e a parte interna das pálpebras. Ela acontece quando os olhos entram em contato com substâncias às quais o organismo apresenta sensibilidade.
Entre os principais desencadeantes estão o pólen, poeira, ácaros, mofo e pelos de animais.
Durante a primavera, o aumento da presença de pólen no ambiente pode favorecer o aparecimento ou a piora dos sintomas em pessoas predispostas.
Por que a primavera pode piorar os sintomas?
Na primavera, diferentes espécies de plantas entram em períodos de maior polinização. O pólen pode permanecer suspenso no ar e entrar em contato com os olhos, desencadeando uma resposta alérgica.
Dias secos e com vento também podem facilitar a dispersão dessas partículas.
Por isso, algumas pessoas percebem um padrão bastante característico: os sintomas oculares se tornam mais frequentes ou intensos durante determinadas épocas do ano, especialmente quando passam mais tempo ao ar livre.
Quais são os principais sintomas?
A coceira nos olhos é um dos sintomas mais característicos da conjuntivite alérgica. Ela pode vir acompanhada de:
- Vermelhidão nos olhos;
- Lacrimejamento;
- Inchaço das pálpebras;
- Sensação de areia ou corpo estranho;
- Ardência ou desconforto;
- Secreção geralmente aquosa ou mucosa.
Em muitos casos, os dois olhos são afetados.
A conjuntivite alérgica também pode aparecer associada à rinite alérgica. Nesse caso, além dos sintomas oculares, a pessoa pode apresentar espirros, coriza, coceira no nariz e congestão nasal.
Conjuntivite alérgica é contagiosa?
Não.
Diferentemente das conjuntivites causadas por vírus ou bactérias, a conjuntivite alérgica não é transmitida de uma pessoa para outra. Ela ocorre como uma resposta do organismo ao contato com determinados alérgenos.
Por isso, compartilhar o mesmo ambiente com uma pessoa que apresenta conjuntivite alérgica não significa que você irá “pegar” a condição.
Como reduzir o desconforto durante a primavera?
Alguns cuidados podem ajudar a diminuir o contato dos olhos com os agentes desencadeantes e aliviar os sintomas:
Evite esfregar os olhos. Apesar de proporcionar um alívio momentâneo, coçar pode aumentar a irritação e a inflamação.
Use óculos ao sair. Óculos de sol podem ajudar a reduzir o contato direto dos olhos com partículas presentes no ambiente.
Lave o rosto e as mãos após atividades ao ar livre. Essa medida pode ajudar a remover partículas que ficaram em contato com a pele.
Mantenha os ambientes limpos. Reduzir a quantidade de poeira e outros possíveis alérgenos dentro de casa também pode contribuir para o controle dos sintomas.
Fique atento aos dias secos e com muito vento. Nessas condições, partículas presentes no ambiente podem se dispersar com maior facilidade.
Cuidado com a automedicação
Olhos vermelhos e irritados nem sempre significam conjuntivite alérgica. Infecções, olho seco, blefarite e outras condições também podem provocar sintomas semelhantes.
Por isso, é importante evitar o uso de colírios por conta própria, principalmente medicamentos que contenham corticoides. Embora possam fazer parte do tratamento em situações específicas, seu uso deve ser orientado e acompanhado por um oftalmologista.
O tratamento adequado depende da causa dos sintomas e da avaliação de cada caso.
Quando procurar um oftalmologista?
Se os sintomas aparecem repetidamente, são intensos ou interferem na sua rotina, vale buscar uma avaliação oftalmológica.
Também é importante procurar atendimento diante de dor ocular significativa, alteração da visão, sensibilidade intensa à luz ou sintomas que não melhoram, pois esses sinais podem estar relacionados a outras condições que precisam de avaliação.
Primavera combina com dias ao ar livre, e seus olhos também merecem cuidados
Se todos os anos você percebe que seus olhos começam a coçar, ficar vermelhos ou lacrimejar com a chegada da primavera, não ignore o padrão.
A identificação dos fatores que desencadeiam os sintomas e o diagnóstico correto são importantes para encontrar a melhor forma de controlar o problema e aproveitar a estação com mais conforto.
Sentiu seus olhos piorarem com a chegada da primavera? Procure um oftalmologista e descubra a causa.